Quer saber? A partir de agora vou parar de se importar com o que as pessoas pensam de mim. É isso mesmo. Cansei de ser boazinha com as pessoas, cansei de me importar  com o que elas falam sobre mim. Foda-se a sociedade, pra mim chega. Eu é que não vou mais  perder meu tempo com isso. Lembra daquela garotinha que vivia chorando pelos canto? Então, essa garotinha cresceu meu amor. Agora ela apenas sorrir. Ela cansou de chorar por causa da sua opnião. Ela agora tá se vestindo do jeito dela, ouvindo suas músicas de rock e não tá nem ai para oque vão falar dela. Ela agora é uma garota diferente das outras, não fica usando maquiagem só pra ficar bonita. Cansou de usar salto só pra ficar alta. Ela agora não precisa da sua opnião para viver amigo. É feliz por ser oque gosta de ser, e não mais por causa da sua opnião que ela vai mudar né. Depois de tantas lágrimas que caiu pelo seu lindo rostinho, ela agora é forte. Vive sorrindo, de bem com a vida, sem se preocupar com as consequências. E se a perguntarem o motivo de ela ter mudado assim tão de repente, ela irá dizer que apenas cansou de ser bobinha. Agora ela não sofre por amor, ela simplesmente aprendeu a não demostrar seus sentimentos pra não se magoar, aprendeu a trancar seu coração a 7 chaves para que nenhum otário possa entrar preencher o vazio que estar lá e depois sair e fazer um buraco novamente. Agora ela não é ferro, mas finji ser.. ai você pergunta “Porque isso?”. Isso é para que ninguém derrubar ela de novo. É isso mesmo amigo, aquela garotinha cresceu. 


E chega uma hora na vida em que a gente simplesmente cansa. Cansa de correr atrás de quem não merece, cansa de sorrir quando na verdade quer chorar, finjir que está tudo bem quando está quase morrendo. Sinceramente, vocês acreditam no meu “estou bem”? De verdade, eu não tô nem um pouco bem, a vontade que eu tenho é de chorar, botar toda essa dor pra fora. “Ah, mas porque você diz que está bem?” Porque? Porque ninguém iria se importar se eu dissese que não estou bem, então pra que dizer a verdade? Mas quer a verdade agora? Eu choro todas as noites porque o garoto que eu amo nem sabe que eu existo, na verdade.. eu choro por qualquer coisinha atoa. Se minha mãe brigar comigo porque eu não fiz uma coisa, eu choro. Se alguém me chamar de gorda, eu choro, mas não da frente de todo mundo.. não mesmo, eu espero chegar a noite. Se eu chorar na frente de todo mundo vão dizer que só estou querendo chamar atenção, vão me julgar, me chamar de chorona e eu prefiro evitar isso né. Finjo que não ligo na hora, fico rindo pra ninguém saber o quanto doeu ouvir aquilo, e pra ninguém saber o quanto sou fraca e sensível. Sou forte sim, mas também não sou de ferro né. Tem coisas que acabam comigo, e não dá pra ser forte ou finjir. Mas quer saber? A partir de agora, não quero saber de nada. Que se foda tudo, não sou mais idiota, cansei. 


“Nosso fim não teve você na soleira da porta, nem último café da manhã. Não teve beijo na testa, muito menos na boca. Nosso fim foi num dia normal, numa semana como qualquer outra. Não tive pausa pra respirar, nem folga do trabalho. Foi um dia comum. Foi um fim comum. Mas mexeu comigo, porque dessa vez foi nosso. Não da mulher do filme, nem da minha amiga pirada, foi nosso. E eu não pude chorar, não pude gritar, nem espernear, porque você não teve a decência de me dizer uma semana antes que queria ir embora. Fez isso de repente, sem aviso prévio. Não deu sinais de que estava cansado, e eu te juro que se deu, eu não percebi. Só notei agora que passei o tempo todo sustentando uma perda de tempo. Quem sabe mais tarde me sirva como aprendizado, mas hoje tudo o que eu consigo pensar é que gastei meses ao seu lado pra nada. E até esse texto besta me parece em vão, sem graça. Com certeza você vai querer deletar como spam na primeira oportunidade. Nem uma introdução decente eu fui capaz de fazer, mas acho que basta a nossa introdução. Eu que sempre fui grilada com romance, namoro e essas coisas, agora acabei traumatizada de vez. Mesmo sabendo que o problema não é comigo, mesmo sabendo que você é que tem essa visão de mundo minúscula, eu não consigo mais. Eu pensei que o que tinhamos era amor, mas eu devia ter visto que não no nosso primeiro fim de semana juntos. Você ficou acomodado no sofá da minha sala vendo não sei que porcaria na televisão - só me garanto de que não era futebol, ou eu estaria vendo também. Eu praticamente não existia do teu lado. E o seu silêncio aos meus comentários e piadinhas era tão nojento, tão inóspito, que a minha vontade foi de romper tudo ali mesmo. Te mandar ciscar em outro terreiro. Porque eu sei, no fundo eu sei e todo mundo sabe que essa tua marra é só isso mesmo. Tua pretensão é sem fundos. Eu fui o macho da nossa relação o tempo todo, eu tive peito pra te chamar pra sair e ainda por cima pagar a conta, eu tive coragem de guardar o orgulho na gaveta e te ligar pedindo desculpas mesmo quando eu não tinha feito merda nenhuma. Enquanto isso você se resignou a mesma faladeira malandra, ao mesmo humor estúpido, persistiu com tua cara sonsa e tua risada demente. E hoje eu me olho no espelho e pergunto pra mim mesma que porra eu estava fazendo ao lado de alguém como você. Você não me merece, e dessa vez não é pra soar como final de filme de comédia romântica, nem é pra te colocar de quatro aos meus pés. Tô só constatando a burrice que eu fiz de ter continuado com você. Esse foi o nosso fim, e eu sei, eu sei o quanto eu devia me sentir bem com isso, eu sei como devia ser tranquilo acordar toda manhã sem ter você pesando nas costas. Na verdade é, sim. É tranquilo, é bom. Mas agora eu sinto falta do coador de pano sujo de café na pia, da televisão ligada…Sinto falta da gastura que me dava te ver sorrindo. Aquela coisa indefinida que arrebentava com a minha cabeça, que me fazia querer vomitar a janta e ao mesmo tempo ser feliz pra sempre. Eu fui dormir lúcida e e acordei drogada, levantei esse fiasco de pessoa com a auto-estima sabe-se Deus onde. O que você colocou no meu suco pra me deixar assim? Mesmo tendo plena certeza de que você é um erro meu cérebro parece ter virado uma gosma cinzenta. Nosso fim foi tão sei lá. Tão nosso e nem um pouco piegas. Foi definitivo, mas você aparece em todo o canto. O fim de uma tortura é só psicólogico mesmo? Quem sabe eu demore anos pra esquecer todos os detalhes sórdidos de você, todo o machismo e todos os sorrisos dementes. Caramba, minha vontade é de socar a tua cara. Você estragou a minha música favorita do Pearl Jam e ainda foi embora sem pagar a conta de luz. Eu te detesto. Você me enjoa de todas as formas possíveis, e eu tô rindo de você agora, tô torcendo pra que um dia você leve um pé na bunda bem gostoso de outra. Você merece porque cada dia pra mim ainda continua uma sessão de masoquismo. Eu odeio ele. Eu não devia sentir falta. Eu não tive culpa. Mas queria ter tido. Ele era um cafajeste. Eu o odeio…? 7 dias na semana. Ia fazer drama com 8 mas você não merece meu drama. Nem essa carta besta. Você não merece nada. Já basta eu ter que sorrir e chorar toda vez que eu admito pra mim mesma que você foi minha maior e melhor perda de tempo. Já basta eu saber que você não me merece, e continuar sendo otária o bastante pra te merecer. Já basta a ligação que eu insisti comigo mesma pra não fazer ontem, já basta. Acabou. Com o tempo eu me recupero, como sempre. É só tentar ignorar o pânico da estréia na boca do estômago. Isso não é um começo, nem preciso gritar. Isso nunca começou, sussurro. Terminou no dia em que eu te conheci e não pode começar agora. Já terninou e isso esse instinto me dizendo que não é só porque eu sou do contra. A gente foi nada. Você foi nada. Isso é nada. Só que o nada já foi um nada mais completo, mais cheiroso, mais cretino. Mas tudo bem, vou tomar meu suco de goiaba. Aliás, vou despejar a jarra inteira na pia e fazer outro. Você pode ter drogado e eu preciso estar forte pra próxima sessão. Pensando bem é melhor comprar pronto. Um pouco de artificialidade na minha vida depois de um tombo de queixo. Quem sabe assim eu não fico sóbria de novo? Você só bebia suco de caixinha. Pensando bem é melhor eu ficar aqui, quieta no meu canto, de olhos arregalados que é pra não se dar ao luxo de cair no sono e depois acordar estranhando. Afinal já terminou e isso é só efeito colateral. Depois passa, repito, depois passa. Até sorrio. E vejo sem querer meu reflexo no espelho de frente a cama. E, olha só! Sorriso demente. Daí que eu sinto uma vontade enorme de quebrar o espelho. Mas eu só levanto, calço o chinelo e pego a carteira. Suco artificial é o de menos agora.”
Tortura rima com você, Juliana Nery.  (via agonizei)

“— Oi.
— Oi.
— Gostei do teu cabelo.
— Amei tua barba.
— Teu sorriso não é dos piores.
— Nem o teu.
— Tua voz é… mansinha.
— Teu olho é claro?
— Mais que o teu, disso tenho certeza.
— Mas os meus são pretos.
— E os meus azuis.
— Teus braços passam segurança.
— E teus seios conforto.
— Gay.
— Gorda.
— Pegou pesado…
— Eu sempre pego.
— Percebi.
— Já te amei.
— Também já gostei um pouco de ti.
— Ainda te amo.
— Tu é agradável.
— To dizendo que te amo.
— E eu que amo chocolate.
— Eu repeti que te amo.
— E eu vou repetir que amo chocolate.
— Chocolate engorda.
— E o teu amor machuca.”
— (via nee-d)

  Estou sufocada, mas onde estão as saídas de emergência quando precisamos delas? Eu preciso ir, preciso sair daqui. O circulo está se fechando e as passagens de ar, estão cada vez menores. As portas se fecharam e eu luto para abri-las. Eu sempre desconfiei, que essa história de dar tudo por uma pessoa não era uma boa idéia. De tanto amar, olhe só onde foi que eu cheguei. É como se eu estivesse no fundo do mar e meu balão de oxigênio apresentasse algum defeito e eu não conseguisse mais respirar. E a causa de tudo isso? Ah, essas brincadeiras de amar, esses jogos de sentimentos, isso mata qualquer um, sabe? Eu sempre esperei um sinal, ou alguma luz no fim do túnel, sempre depositei esperanças nas pessoas erradas. Eu não queria passar por essas experiências, mas tudo se tornou tão inevitável. Quando me vi, já estava aqui, nessa gigantesca compressa de ar.  A minha vida inteira foi um “drama”, para algumas pessoas. Sempre disseram que minha vida era uma lamúria qualquer. Mas eu cansei disso, cansei de ouvir palpites de ignorantes que não sabem nem dar um “bom dia” e que se acham superiores. Eu estou indo, estou partindo aos poucos, mas voltarei. Voltarei mil vezes mais forte, mais segura consigo mesma. É o ar está acabando para essa “eu” de agora, mas quando eu recuperar o fôlego, muita gente vai se arrepender do mal que me fez. Só me restam cinco segundos, aproveitem para rir, porque depois vocês vão chorar e muito. Agradeço à todos que me fizeram mal, porque graças à vocês eu levantei e aos poucos vou me tornando um alguém mais forte. Por fim, adeus. Agradeçam por terem me encontrado, porque a partir de agora, vocês me perderam, e comigo eu vou levando todo o amor e carinho que eram oferecidos a vocês. Não vou me tornar seca, amarga, sem sentimentos, apenas entenderei por quem ou pelo quê realmente vale à pena lutar e me doar. Corram, aproveitem. Terei a aparência de uma princesa, mas não se iluda. Se tornem sábios, pelo menos por uma vez, aproveitem esses últimos segundos para me derrubar, porque quando tudo isso acabar e recomeçar novamente, eu vou me levantar e você não vai querer saber o que vai acontecer, ou vai?    

                                                                      Izabella T.


“moça me da um leite condensado pfvr” “que marca sr” “moça” “oi?” “moça” “sr, a marca pfvr” “moça” “sr vai se foder”


“Seu ídolo é um lixo” “MAAAAAE AGORA VOU VIRAR GARI. TCHAU”


Ultima folha do caderno é tipo um rascunho da vida.


Véi, na boa, eu to nem aí pra porra nenhuma que você pensa de mim.


Pare de insistir. Será que está difícil perceber, que não há mais coração dentro desta carcaça? Isso aqui (no caso eu), se tornou uma geleira, um lugar frio e adormecido dentre grandes tempestades. Não há mais volta, eu bem que avisei, mas nunca me escutam […] Não me levem à mal e não me encarem como se eu estivesse surtado e necessitasse urgentemente de uma intervenção médica. Eu simplesmente acordei pra realidade e creio que deveriam fazer o mesmo. Como todos sabem, sempre fui muito compreensiva e verdadeira. Neste momento, poderia começar falando por ele ou contando sobre a minha ultima viagem com os amigos do colégio, mas, sinceramente? Não é disso que eu preciso. Meu coração foi se auto - destruindo e dessa vez não vou culpar as outras pessoas por isso, afinal elas sempre acabam rindo e fofocando pelas minhas costas. Como já disse, o famoso coração de mãe foi fechado, talvez por falta de verbas. Ei, acalmem-se todos. Isso daqui não virou o mercadinho da esquina!   Por favor, não me apavorem, as tais verbas pelas quais me refiro, significam nada mais, nada menos que, amor, respeito, um pouco de afeto e quem sabe mais dignidade . Esse é o mínimo que eu gostaria de receber, pareço forte, mas não sou de ferro. Recuso máscaras, fantasias e truques, isso não é um circo, quem me dera fosse. Na verdade, nunca passei de um número na vida de certas pessoas, só era um fantoche ou algo do tipo, só para chamadas de emergência, como a polícia e a ambulância. Por fim, me cansei, quando precisarem de mim, me procurem, ou melhor, se virem, pois afinal, vocês nunca foram quadrados. Cheguei à meu estremo, e aprendi uma das mais valiosas lições que a vida tende à oferecer, reclamar não nos leva à nada e nem à ninguém. Não vou pensar no que eu deveria ter feito, se não fiz que se dane, afinal, já passou e o tempo não volta. Vou preencher esse vácuo que está dentro de mim, mas não vou me doar à ninguém. Vou viver, me aventurar por aí, o de mais valioso que tinha, foi destruído e os restos foram congelados. O paradeiro, eu bem sei, mas não faço questão de procurar. De agora em diante,onde eu colocar pontos finais, não haverão mais reticências.  

                                                                                    - Izabella Tiffany.